A rutura
Até que, num momento que não escolhi, esse capítulo fechou.
Uma rutura profissional inesperada retirou-me, de um dia para o outro, o papel que ocupava, e com ela uma parte significativa da identidade que tinha construído ao longo de décadas.
Quem sou eu quando retiro o cargo?
O que fica de mim, quando o projeto que me definia já não existe?
Para onde vou, quando o mapa que sempre usei deixa de funcionar?
Estas perguntas não têm resposta rápida. E foi precisamente aí, nesse espaço desconfortável entre o que ficou para trás e o que ainda não tinha nome, que percebi que sempre aprendi mais.